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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Kariston Pereira - Superdotado - QI 144 - Percentil 99,8

    

Prof. Dr. Kariston Pereira, Superdotado, QI Total 144 (DP 15), Percentil 99,83;
QIV 151 (Percentil 99,97), IMO 155 (Percentil 99,99), Membro da Mensa.


Caros amigos do NexT!

É com uma certa surpresa e acanhamento que torno público o resultado de minha avaliação neuropsicológica, cujo laudo atesta a condição de Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD), com um QI Total de 144 (Desvio Padrão 15), Percentil 99,8! Digo surpresa, pois embora eu tivesse suspeitas a esse respeito, dado meu comportamento usual e resultados acadêmicos conquistados, é algo que imaginava não estar ao meu alcance, ainda mais nesse patamar. Depois descobri que até isso é característico dos superdotados: enfrentar constantes crises de baixa autoestima e prestar mais atenção nos defeitos e falhas a serem corrigidas do que nos sucessos alcançados.

O acanhamento vem de minha timidez natural, pois sou de personalidade introvertida (sou um clássico INTJ-T). Mas, acredito que o que estou publicando aqui possa ajudar muitas outras pessoas a superar momentos extremamente difíceis como os que eu vivi e tive que enfrentar. Infelizmente, eu acabei contraindo a COVID-19 por pelo menos três vezes (comprovadas em testes), mesmo com as vacinas em dia, e em todas as vezes desenvolvi a chamada COVID longa, com sintomas persistentes que duraram mais de um ano em cada infecção. Tudo isso aconteceu na casa dos meus 45-50 anos de idade, uma faixa etária psicologicamente crítica e, também devido a fortes frustrações em meu trabalho com baixo reconhecimento e pouco apoio real aos projetos que desenvolvo, gerando um tremendo sentimento de injustiça (também típico dos superdotados) fui, progressivamente, caindo em depressão, até que desenvolvi um quadro extremamente grave, com depressão existencial profunda e transtorno do pânico. A vida havia simplesmente perdido todo o sentido para mim. O ano de 2024 foi o pior, em que, sem exagero, pensei em tirar a minha vida todos os dias daquele ano! Não tinha forças sequer para tomar banho ou sair de casa. Mas, mesmo assim, não me afastei de meu trabalho e, aos olhos de muitos, eu estava bem, pois eu continuava a entregar bons resultados (também uma condição típica dos superdotados, que mesmo doentes, conseguem cumprir com suas obrigações laborais).

Passei por vários psicólogos (Renata, Daniela, Jacira, Marco, Gabriela, Francieli e, finalmente, a Sheina, neuropsicóloga) e tratamentos psiquiátricos e só tenho a agradecer a contribuição que cada um me deu. Considero o meu psiquiatra, Luis Felipe de Camargo Abagge, um dos médicos mais atenciosos que já conheci. Mesmo nos momentos mais difíceis, ele sempre esteve à disposição para me ajudar a encontrar uma saída. A partir de um certo momento do desenvolvimento de minha doença, tanto o meu psiquiatra quanto meus psicólogos começaram a acreditar na possibilidade de eu possuir Altas Habilidades e Superdotação como pano de fundo para o meu quadro persistente de depressão e ansiedade. Os psicólogos (sim, mais de um!) tentaram me convencer a fazer uma avaliação neuropsicológica para rastrear tal condição, mas, eu não me encontrava bem e, confesso, estava com medo de obter um resultado ruim. Explico: apesar de eu viver com uma constante baixa autoestima geral, eu sempre obtive resultados acadêmicos expressivos e a "inteligência" era o meu último "bastião psicológico". Para se ter uma ideia, eu sempre fui o melhor aluno de minhas turmas, desde o primário até o doutorado! Nunca peguei recuperação ou exame, seja no ensino fundamental, médio ou superior. Fui primeiro de turma nas duas faculdades que fiz na UDESC (Bacharelado em Ciência da Computação e Tecnologia em Processamento de Dados). Em Ciência da Computação conquistei possivelmente a melhor média geral na história do curso: 9,28. Minha tese de doutorado, intitulada “O raciocínio abdutivo no jogo de xadrez: a contribuição do conhecimento, intuição e consciência da situação para o processo criativo”,  foi considerada a melhor de meu programa de pós-graduação (EGC/UFSC), que tem conceito sete na Capes (que é o conceito máximo). Essa tese também ganhou o Primeiro Prêmio de Inovação de Joinville, na categoria de Processos. Passei em primeiro lugar em vários concursos, incluindo o da Escola Preparatória de Cadetes do Exército - EsPCEx (entre os candidatos de SC), no concurso público para o Ministério Público da União - MPU, no vestibular da ACAFE da então UNOESC (primeiro na universidade inteira!) e segundo colocado no vestibular da UDESC. Também passei em primeiro lugar no concurso público para professor da UDESC, onde trabalho até hoje. Mas, apesar de todos esses sucessos, eu continuava extremamente crítico comigo mesmo e achava que deveria conseguir resultados ainda melhores (o que hoje sei que é fruto de um perfeccionismo e de uma dedicação/autodeterminação profunda,  também comportamentos característicos da superdotação).

Depois de muito tempo sofrendo, tomei coragem e fui fazer a tal avaliação neuropsicológica, na Unimed Joinville, que tem um setor especializado nesse tema. Tive que me submeter a inúmeros testes, entrevistas, questionários e observações ao longo de meses. A cada sessão, brincava com a situação dizendo que eu ia visitar o "Oráculo" (quem viu o filme Matrix vai entender a referência) e para ser submetido a "torturas", pois eram testes e mais testes. Nas primeiras sessões confesso que eu estava muito ansioso e acredito que a ansiedade tenha até prejudicado meu resultado final (isso foi até destacado no relatório da avaliação). No começo de abril veio o resultado. Minha condição não é apenas de superdotação mas, quase que de superdotação elevada (QI superiores a 145). Aos 50 anos de idade, com um laudo de QI (Quociente de Inteligência) Total de 144 (desvio padrão 15) e percentil 99,8 (que significa que meu resultado foi superior ao de 99,8% da população ou, dito de outra forma, dentre mil, meu resultado é superior a 998) esse resultado superou, nada mais nada menos, que o resultado oficial de um dos maiores campeões mundiais de xadrez de todos os tempos: Garry Kasparov!!

Garry Kasparov foi campeão mundial de xadrez clássico de 1985 a 2000, sendo o mais novo até então a  conquistar o título mundial (aos 22 anos de idade), sendo campeão mundial, portanto, por aproximadamente 15 anos, estando na primeira colocação do ranqueamento mundial por incríveis quase 20 anos (aproximadamente 243 meses no topo). É considerado por muitos, inclusive por Magnus Carlsen, atual número um mundial, o maior enxadrista de todos os tempos! Atingiu uma pontuação de rating de também incríveis 2851 Elo.  Apesar de muitas fontes apontarem que ele possua um QI de 190 (o que de fato, por si só é falso, já que os testes atuais só garantem valores estatisticamente válidos até 155 ou 160, no caso de escalas com desvio padrão 15), isso é mera estimativa ou especulação extrapolativa a partir de seus resultados no xadrez. O teste real a que Kasparov foi submetido apontou um QI oficial de "apenas" 135 (Revista Der Spiegel), que o coloca também no nível de superdotação, mas, não num padrão tão absurdo. Esse teste foi feito em 1987, quando Kasparov já era campeão mundial de xadrez. O caso de Kasparov é talvez o único de um campeão mundial de xadrez com registro de teste de QI oficial supervisionado, que pode se comparar adequadamente com as escalas atualmente utilizadas e reconhecidas.

Em pesquisa com ferramentas de busca na Internet, descobri também que meu QI talvez seja o maior QI já oficialmente registrado em Santa Catarina! Digo talvez, pois nem todo mundo que se submete a uma avaliação neuropsicológica publica seus resultados. Mas, dentre os valores divulgados, o maior valor de QI oficial até então era de 140 (em Joinville, o valor era de 138). E mais: meu Quociente de Inteligência Total (QIT) de 144 (Desvio Padrão 15) não só é o mais alto de Joinville e de Santa Catarina, mas também se encontra entre os maiores do Brasil! E se levarmos em conta o QIV (QI Verbal, QI parcial que mede principalmente o conhecimento cristalizado e a capacidade de raciocínio lógico-verbal) que é de 151 (percentil 99,97!!) e o IMO (índice de memória operacional, que avalia principalmente a memória, concentração, desempenho em raciocínio lógico-matemático e manipulação de informações para resolver problemas) que é de 155, valor máximo do teste (percentil 99,99!!!), o resultado se torna ainda mais impressionante, ficando no top 0,01%!! O meu QI Total pode ter ficado um pouco menor, em 144 (resultado de uma espécie de média ponderada de todos os testes realizados), pois, como já coloquei antes, acabei sendo sabotado pela minha própria ansiedade em testes com controle justo de tempo, sendo que nos testes que medem a velocidade de execução operacional também não conseguiu atingir o mesmo nível que obtive nos testes de resolução de problemas em profundidade, sem controle tão estrito de tempo (embora eu tenha obtido valores de superdotação nos QI parciais, ou seja 130+; de fato, o valor mínimo que obtive foi 133). O mais legal e realmente importante de tudo isso é que, como professor na UDESC, atuo justamente nas disciplinas cujos conhecimentos estão intimamente conectados com as Altas Habilidades mais profundas que demonstrei na avaliação neuropsicológica: Lógica Matemática, na graduação (em que tenho QI máximo, de 155), Filosofia da Ciência/Fundamentos de Epistemologia, no doutorado (QI de 151 a 155) e Jogos e Produção do Conhecimento, na graduação, mestrado e doutorado (QI de 151 a 155), além de coordenar o NexT, um dos melhores e mais longevos programas de extensão da UDESC (QI de 144 a 155).

O entendimento de toda essa condição e esse autoconhecimento já começaram a me ajudar, reduzindo minhas crises de ansiedade e baixa autoestima, fazendo-me acreditar ainda mais em meu potencial na condução de projetos tão importantes quanto os do NexT - Núcleo de Estudos em Xadrez & Tecnologias na UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Também já sou membro do Grupo de Pesquisa em Educação Inclusiva e Necessidades Educacionais Especiais - PEINE desde 2025 e estou começando a atuar na orientação de alunos (mestrado e doutorado) com pesquisas envolvendo Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD) no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Matemática e Tecnologias (PPGECMT). Esse resultado me dá mais confiança e legitimidade para atuar nesse sentido, seja na orientações dos trabalhos de pesquisa, seja coordenando ações no NexT para atender especialmente a população neurodivergente e superdotada, sendo que agora posso afirmar, inclusive, que tenho como ajudar na condição de alguém que também vive e enxerga essa realidade "de dentro". Portanto, me coloco à disposição de vocês e da comunidade para orientar pesquisas e também conduzir ações e trabalhos com o NexT nessa área! Se tiverem interesse, basta me contatar. 

Nos vemos no NexT!

Um grande abraço!

Prof. Kariston Pereira, Dr.
Coordenador Geral do NexT
DCC/CCT/UDESC

PS.: fui aprovado e admitido na Mensa (07/05/2026), a maior e mais antiga sociedade de altas habilidades/superdotação do mundo!